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Surpresa 1# - Capitulo 4 - The Power of Love

em 11 de julho de 2015

À medida que me aproximava da grande porta que dava entrada para a mansão à qual chamava de minha casa, vários pensamentos me iam passando pela cabeça. “Será que eu tenho sido injusta com a mãe? Terá ela tentando proteger-me do seu sofrimento este tempo todo?” São perguntas ao qual iria, não tarda, obter resposta. Rodeia a chave na fechadura, abrindo a porta. Entrei dentro de casa. Bertha vinha da sala.
- Menina! Chegou mesmo a tempo do jantar. – Disse ela, sorrindo afavelmente.
- Não tenho fome, Bertha, mas obrigada. – Proferi, devolvendo o sorriso.
- Oh! Mas a menina tem de comer alguma coisa.
- Eu como qualquer coisa mais tarde, não te preocupes. – Tentei sossegá-la. – Onde está a minha mãe?
- Pronto, está bem! Mrs. Owen está na saleta desde que a menina saiu esta manhã. – Comunicou-me Bertha, algo preocupada.
Juntei os lábios numa linha.
- Obrigada Bertha! Eu vou ver como ela está! – Proferi, dando-lhe um beijo na testa e dirigindo-me para a saleta.
A divisão ficava numa porta perto da entrada para a sala. Dei dois toques na porta com uma mão e com a outra girei a maçaneta.
- Mãe? – Apelei.
Assim que entro na divisão vejo-a sentada na cheselong, a olhar pela janela.
Pousei a mala e o casaco em cima da mesa de escritório de madeira. Respirei fundo, dirigindo-me a ela e sentando-me perto dos seus pés, também virada para a janela.
- Mãe? – Apelei mais uma vez, afagando-lhe a perna.
Nesse momento, ela vira o rosto para mim. Tinha os olhos inchados. Uma pontada de culpa dilacerou o meu coração.
- Já chegaste! – Disse ela, dando um sorriso melancólico.
- Precisamos de falar. – Proferi, firme, mas gentilmente.
Ela desviou de novo o olhar para a janela.
- O que queres saber?
Virei o corpo para ela.
- O porquê. Só preciso de saber o porquê, mãe!
Ela olhou de novo para mim e sentou-se direita, encostada à cheselong.
- Eu… Eu não sabia lidar com a tamanha dor de perder o amor da minha vida e então, refugiei-me nas festas para tentar esquecer… - As lágrimas já ameaçavam cair dos olhos. – Mas não te queria deixar sozinha, estavas a sofrer tanto… E acabei por te “arrastar” comigo, pensando que estava a fazer o melhor. – Baixou o olhar. – Mas não era… E tu acabaste por ficar a pensar o pior de mim.- Abanou a cabeça, com as mãos a esconder o rosto. Deixou cair os braços pesadamente, ao longo ao longo do seu tronco. – Tenho de admitir que fiquei muito magoada com o que disseste esta manhã, mas não te censuro, aliás, seria incapaz de te censurar, afinal de contas, foram as minhas ações que te fizeram ter essa opinião. – À medida que falava as lágrimas caiam, tanto no seu rosto, como no meu. A minha mãe estava de rastos. Eu pus a minha mãe de rastos. – Eu fui egoísta, só pensei no meu sofrimento e na minha perda e esqueci-me que tinha uma filha, que também tinha perdido o pai…
- Não, mãe – interrompi-a, apertando a sua perna – tu pensaste em mim, tu própria já o disseste. – Ela olhava para mim, confusa. – Tu não querias deixar-me sozinha, por isso levavas-me às festas contigo. Mas ao mesmo tempo, deixavas-me sozinha na mesma. Quer dizer, eu sentia-me sozinha na mesma. – Ela baixou de novo o olhar. – E eu só precisava de ti, do teu colo. – A minha mãe começou a soluçar, com os olhos marejados de lágrimas.
Levantei-me e incitei-a a chegar-se para o lado, para eu sentar-me mais perto dela. Pus um braço à volta dos seus ombros, afagando o mesmo. Ela encostou a cabeça no meu ombro, chorando cada vez mais. E eu chorei com ela, silenciosamente.
Ficámos assim largos minutos até que ela se afasta ligeiramente, pegando nas minhas mãos.
- Perdoa-me por tudo o que te fiz passar! Perdoa-me, por favor! – Pediu-me, suplicante.
Eu olhava para ela, ternamente.
- Eu não preciso de te perdoar por nada, mamã. – Acariciei o seu rosto. – Tu só tentaste fazer o melhor para mim e eu não conseguia ver isso. Por isso, eu é que tenho de te pedir perdão.
Ela levou também uma mão ao meu rosto, sorrindo melancolicamente.
- Há tanto tempo que não me chamavas “mamã”. – Dei uma pequena gargalhada.
Nesse momento, sinto os seus braços envolverem-me, fazendo-me soluçar um pouco.
- Amo-te muito, muito, muito! – Sussurrou ao meu ouvido.
- Também te amo muito, mamã. – Apertei-a mais nos meus braços.
De repente, ouve-se alguma coisa roncar, fazer ambas gargalharmos, quebrando o abraço que partilhávamos.
- Acho que estou com fome. – Murmurou a minha mãe acariciando o seu estômago.
Eu ri um pouco.
- Por acaso eu também. - Admiti. – Porque não vais tomar um banho e eu vou pedir à Bertha para servir o jantar?
- Aceito! – Disse, sorrindo mais abertamente. Parecia mais leve.
Levantou-se da cheselong, encaminhando-se para a porta.
- Mãe! – Apelei. Ela virou-se para mim. – A partir de agora, sempre que alguma de nós tiver algum problema ou estiver a sofrer por alguma razão, vai ter com a outra.
Quando acabo de falar ela dirige-se outra vez a mim, sentando-se há minha frente e estica o dedo mindinho.
- Prometo. – Eu sorri e entrelacei os nossos dedos mindinhos.



Esta foi a primeira demonstração de amor entre a Kate e a mãe.
Espero que tenham gostado ^^

Capitulo 3

em 21 de junho de 2015


Quando cheguei ao cemitério, encontrei um homem ajoelhado ao lado da campa do meu pai. Aproximei-me.
- Tio?
- Katie! – O homem ergueu-se e abraçou-me.
Eu retribui, fechando os olhos com força.
Ele afastou-me ligeiramente, olhando-me de cima a baixo.
- Estás tão crescida, querida.
Eu ri, abraçando-o mais uma vez.
- Então? O que fazes aqui na vila, afinal? – Perguntei, sentando-me ao seu lado num banco.
- Vim visitar a minha sobrinha preferida. Porquê? Não posso?
- Eu sou a única sobrinha que tens, e emprestada, mas pronto. – Proferi, encolhendo os ombros.
Ele riu-se.
- Agora a sério – recomeçou. – Vim tratar de uns negócios, com a tua mãe, e aproveitei para visitar a campa do teu pai, já que hoje…enfim. – Baixou a cabeça e passou a mão pelo cabelo.
- Eu sei, tio, eu sei. – Afaguei-lhe o braço.
 Ficámos uns minutos em silêncio.
- A tua mãe contou-me o que aconteceu esta manhã!
Fiz um movimento de impaciência com a cabeça.
- Não quero falar sobre isso agora, tio.
- Temos de falar, Kate. – Ripostou, olhando-me gravemente. – A tua mãe está mal com o que aconteceu e está magoada.
- Com o quê? Comigo? Eu é que estou magoada com ela tio, e muito. Ela esqueceu o papá e só ainda passaram 2 anos.
- Não Kate, ela não esqueceu. Como é que podes dizer isso? – Disse o meu tio, em tom reprovador.
- Ela esqueceu-se do que o dia de hoje significava, a sua única preocupação era o que ia levar vestido na festa de hoje… - Baixei a cabeça, uma lágrima já ameaçava cair.
- Oh! Kate! É a forma da tua mãe lidar com a dor. Ela amava o teu pai…
- Não, não amava tio, ela usou-o…
- Chega! – Disse, levantando-se do banco de rompante. – Chega Kate! Tu não falas mais assim da tua mãe, nunca mais, ouviste! Ela não merece…
- E eu mereci ser arrastada para todas aquelas festas, quando estava a sofrer pela morte do meu próprio pai?! Eu nunca vi ela deitar uma única lágrima, nem no funeral…
- Ela apenas não queria que tu a visses chorar, ela só chorava no quarto, sozinha, ou comigo, na saleta. E só te levava às festas porque não te queria deixar sozinha.
- Mas deixou na mesma, tio. Eu não precisava de festas para não me sentir sozinha, só precisava dela… - Disse eu, e desatei a chorar.
- Oh! Katie! Anda cá! – Sentou-se de novo ao meu lado e puxou-me para si.

- Obrigada pela bolei, tio. Agradeci, inclinando-me para lhe dar um beijo de despedida.
 - Não tens de quê, querida. Eu depois mando vir cá trazer a Scooter.
Assenti e abri a porta do carro, preparando-me para sair.
- Katie! – Olhei para trás. – Fala com a tua mãe, sim?
Respirei fundo, fechando os olhos.
- Prometo. – Dei um pequeno sorriso e saí do carro. 




Aqui está o Capitulo 3. Se tiverem sorte, é capaz de haver um Capitulo 4 daqui a três semanas. ;)
(Sim, só daqui a três semanas... É quando já estou despachada dos recursos...)

Outros capítulos:

em 18 de junho de 2015


E o Capitulo 3 está pronto. :D Só falta passar para o computador... :p

Capitulo 2

em 11 de abril de 2015

- Então? O que se passa? Estás muito calada hoje. – Perguntou-me Mary, quando saímos da primeira aula. – Discutiste outra vez com a tua mãe, foi?
Dirigi-mo-nos aos cacifos. Respirei fundo, abrindo o meu.
- Porque é que tu me conheces tão bem? – Murmurei. Ela sorriu, em resposta. – Hoje fazem dois anos que o meu pai morreu, e ela nem se lembrou, e ainda teve a lata de me falar sobre a festa desta noite. Mais uma a que ela me quer arrastar. – Contei, enquanto colocava os livros da primeira aula no cacifo.
Ela colocou uma mão no meu ombro, apertando-o ligeiramente e, quando ela ia dizer algo, alguém clamou:
- Kate!
Olho para traz.
- Eric! Olá!
Ele sorriu.
- Está tudo bem? Parecias triste há pouco, na aula.
- Ah! - Murmurei, trocando um olhar com a Mary. – Sim, só estou a ter um dia menos bom.
- Hum… - Ele olhou-me com ar de desconfiado. – Tens alguma coisa combinada para depois das aulas? – Perguntou-me, mudando de assunto.
- Não, porquê? – Respondi, trocando um olhar com Mary, de novo.
- É que estou com umas dúvidas na matéria de Matemática. Achas que nos podíamos encontrar, depois das aulas, para me ajudares?
- Ah! Claro. A que horas?
Vi um sorriso formar-se no seu rosto.
- Às três, no Mario’s?
- Ok. Lá estarei. – Sorri.
Ele continuava a sorrir.
De repente, vejo o seu rosto aproximar-se do meu e a deixar um beijo na minha face. Começo a sentir o meu coração a bater muito rapidamente.
- Então, até logo!
- Até logo! – Murmuro, em resposta.
Quando ele se afastou, levei a mão ao rosto, acariciando com a ponta dos dedos, o sítio onde ele tinha deixado o beijo. O meu coração continuava acelerado.
- Uau! O que foi isto? – Ouvi Mary dizer. – Kate?
- Hã? O que foi? – Murmurei, acordando daquele pequeno “transe”.
- Ui! Não me digas que já estás apanhadinha por ele?
- O quê? Por quem? – Perguntei, fechando o cacifo.
- Pelo Eric, Kate!
- Áh! Não, claro que não.
- Pois, mas parece. Ficaste toda derretida, quando ele te deu aquele beijo.
- Não fiquei nada.
Ela riu-se.
- Então porque estás a corar?
- Oh! Porque… - Nesse momento, o toque de entrada suou, salvando-me das explicações. – Olha, vamos mas é para a aula. – Proferi, começando a caminhar.
- Ok, mas não penses que esta conversa fica por aqui.
- Sim, mamã… - Murmurei, sorrindo e revirando os olhos.

Estacionei a scooter à frente do Mario’s, do outro lado da estrada, por volta das 15h05. A esplanada estava cheia. Apesar de se sentir uma aragem gelada na rua, o Sol resplandecia, quente e acolhedor.
Atravessei a rua e galguei o pequeno gradeamento de ferro que protegia a esplanada. Entrei dentro do estabelecimento e olhei em volta, em busca de Eric. Caminhei até ao balcão, onde se encontrava Mario, o dono do negócio ao qual dera o seu nome; um homem nos seus quarenta e poucos anos, com uns quilinhos a mais e um bigode negro, da qual ele se orgulhava muito.
- Olá, Mário! – Cumprimentei-o, sorrindo. – Por acaso não sabe se o Eric já está por aqui?
- Sim, sim! Chegou á uns minutos. Está ali, naquela mesa do canto. – Respondeu-me, sorrindo, e apontou para o sitio que estava a falar.
Olhei nessa direção. Lá estava ele, sentado numa pequena mesa quadrada, de madeira, encostada à parede de tijolo, concentrado nos livros.
- Obrigada. – Disse eu, sorrido.
- De nada, querida. Olha, queres alguma coisa?
- Hum… Pode ser um café, obrigada.
- Está bem! Já vou levar.
Assenti e caminhei até àquela mesa, parando em frente a ele.
- Olá! – Murmurei.
Ele olhou para cima e o seu rosto pareceu iluminar-se. Eu sorri.
- Oh! Olá! Senta-te.
Sentei-me, retirando os livros de matemática da mala.
- Estou muito atrasada? – Perguntei.
- Não, eu também só cheguei à uns minutos. – Respondeu ele, dando uma olhadela ao relógio.
Eu assenti.
Passado uns minutos, o meu café chegou, a fumegar numa chávena de chá redonda.
- Então? Em que tens duvidas? – Perguntei, bebericando um pouco do meu café.
- Ah! Bem, na matéria do T.P.C., não percebo nada. – Respondeu-me, coçando a cabeça.
- Ok. Então vamos fazê-lo em conjunto, para ser mais fácil.
Ele assentiu, mirando-me com os olhos a brilhar.
- Ora, então vamos lá. – Murmurei, abrindo o caderno e sorrindo mais uma vez.
Uma hora e meia depois, fechámos os livros e decidimos pedir alguma coisa para comer. Um prato de crepes, enrolados em triângulo, recheados com compota de morango, foi o que escolhemos, para partilhar.
- Então, vais contar-me o que tinhas esta manhã? – Perguntou-me ele, a certa altura.
- Hum… - Murmurei, limpando os lábios com o guardanapo.
- Bem, se não quiseres contar não faz mal, estás no teu direito. – Apressou-se a dizer, encostando-se na cadeira.
- Não, eu quero contar. – Proferi, colocando a mão no seu antebraço, retirando-a rapidamente a seguir.
- Ok. – Ele assentiu, recostando-se na cadeira.
Olhei-o nos olhos. Eram tão bonitos e…sinceros e acolhedores, estranhamente acolhedores. Fizeram-me sentir que podia contar-lhe tudo… E contei.
A meio da história ele arrastou a cadeira para mais perto de mim, segurando a minha mão. Quando acabei de falar, deixei escapar uma lágrima, imediatamente limpa pelo dedo gordo de Eric.
- Desculpa. Murmurou, deixando ficar a mão no meu rosto.
- Porquê? – Perguntei, olhando-o nos olhos.
- Porque não estive lá quando mais precisaste, porque te ignorei e desprezei, em vez de te ajudar.
- Não, tu não me desprezaste, só de olhares para mim sem ser com pena, já me estavas a ajudar.
- O quê?
- Ao contrário de todos os que me ignoravam, tu não me olhavas com pena, só me transmitias força, era como se me estivesses a dizer que compreendias o que eu estava a sentir.
- A sério?
Eu assenti. Um pequeno sorriso apareceu nos seus lábios. A sua mão continuava no meu rosto. Vi os seus olhos baixarem para os meus lábios. Entreabri os lábios, suspirando ligeiramente. O seu rosto ia aproximando-se, mas, quando estava quase a beijar-me, o meu telemóvel começa a tocar. Eu baixo a cabeça… E ele encosta a sua à minha.
Tiro o telemóvel da mala e olho para o ecrã. “Tio Martin”.
- Ah! Importaste que eu atenda? – Pergunto, apontando para o telemóvel.
- Não, claro que não. Estás à vontade. – Respondeu-me Eric, que já se encontrava no seu lugar original.
Assenti, deslizando o botão verde para a direita e colocando o telemóvel no ouvido.
- Olá, tio!
- “Olá, Katie!”
Eu sorri.
- “Como estás, querida?”
- Bem, dentro dos possíveis.
- “Hum… Olha, cheguei agora ao cemitério, porque não vens ter comigo, para falarmos?”
- Mas tu estás na vila?
- “Sim, cheguei na hora do almoço. Então? Vens ter comigo ou não?”
- Ah! Sim, claro. Estou aí em 15 minutos.
- “Está bem! Então, até já!”
- Até já, tio!
- Era o irmão do teu pai? – Perguntou-me Eric, assim que desliguei.
- Não, era o melhor amigo e um grande amigo para a família. Ajudou-me muito, quando o meu pai morreu. – Guardei o telemóvel na mala, assim como os livros. – Bem, tenho de ir andando. - Anunciei, levantando-me.
Ele levanta-se também.
- Obrigada por me teres ouvido. – Disse eu.
- Eu é que agradeço, por teres confiado em mim. – Respondeu ele.
Eu sorri.
Por momentos, congelámos, ali, os dois, a olhar-nos, profundamente, até que eu, por fim, “acordo”.
- Bem, tenho mesmo de ir. – Anuncio, mais uma vez, ajeitando a mala no meu ombro. – Até amanhã!



Para quem ainda não leu: Capitulo 1.

The Power of Love - Capitulo 1

em 28 de março de 2015



Desculpem o desaparecimento... Não tenho tido muito tempo (ou vontade :/) Desculpem...
Mas enfim, não foi por isso que vos vim escrever, como já devem ter reparado. Depois de longos dias, semanas e afins, ganhei coragem e acabei de passar o primeiro capitulo a computador.
Espero que gostem tanto dele como eu ^^
Deliciem-se:

Sobre a Nova História! :D

em 17 de fevereiro de 2015


Lembram-se deste post? Pois é, está na hora de ouvirem falar sobre a dita nova história:

:/

em 15 de janeiro de 2015


PESSOAL!
Estou a pensar em acabar a história Will Calm Storm :/ E começar outra :D
A Will Cal Storm já não me está a fazer muito sentido, sabem...e também já não a actualizo à muito (mas muito) tempo. Por isso, vou apagá-la do blog e deixá-la mais uns tempos de lado. Talvez a reformule e volte a postar aqui...
Quanto à história nova...dou novidades sobre a mesma BREVEMENTE ^^ 

Capitulo 8 (Parte 2)

em 23 de fevereiro de 2014

(...)
Eles olharam uns para os outros. Segundos depois, a Emma veio ter comigo e abraçou-me.
- Fala com cuidado. – Murmurou.
Quando ela se afastou, eu olhei para os outros.
- Vai lá, mano! – Falou o Liam, dando-me uma palmadinha no ombro e sorrindo fracamente.
- Obrigada por compreenderem. – Sorri fracamente e dirigi-me ao quarto onde ela se encontrava.
Parei á frente da porta e peguei na maçaneta. Respirei fundo e abri a porta. Lá estava ela, deitada naquela cama de hospital, apenas com alguns arranhões no rosto. Aproximei-me devagar e inclinei-me sobre ela, afagando-lhe os cabelos, olhando para aquele rosto tão…angelical. Dei-lhe um beijo na testa e sentei-me numa cadeira que está ao pé da cama. Agarrei delicadamente na sua mão e fiquei ali, á espera que ela acordasse.
O Tom veio-me ao pensamento. Eles estavam tão felizes… Ainda não sei como hei-de contar-lhe uma noticia destas. Como é que lhe vou contar que o homem que ela mais amava, estava morto?
Estava tão perdido nos meus pensamentos que nem me apercebi de que ela já tinha acordado.
- Zayn! – Murmurou, fracamente.
- Como é que te sentes?

*Catelyn*

Abro os olhos, finalmente. Ao princípio fico um pouco encadeada, mas depois habituo-me aquela luz branca de hospital. Fiquei um pouco confusa, devo admitir.
Olho para o meu lado esquerdo, onde se encontrava o Zayn, agarrando a minha mão, enquanto olhava para o chão.
- Zayn! – Murmurei, fracamente.
Ele olha para mim e um sorriso triste forma-se nos seus lábios.
- Como é que te sentes?
- Bem, estou apenas um pouco cansada. – Respondi, também sorrindo. – O que é que aconteceu? Porque é que eu estou no hospital? – Quis eu saber. De repente, começaram a passar-me imagens na cabeça: o tom a agarrar-se à cabeça e a desmaiar, o carro a perder o controlo, o acidente… - O Tom? Onde é que ele está? Ele está bem? – Perguntei, já a ficar aflita.
O Zayn olhava-me tristemente. Levantou-se da cadeira e sentou-se na beira da cama, virado para mim. Respirou fundo e depois falou:
- Cat! Vais ter de ser forte…
- Zayn? – Perguntei. Já estava a ficar preocupada.
- O Tom… Bem… O Tom tinha um aneurisma que podia rebentar a qualquer momento… - Lágrimas formavam-se nos meus olhos, estava com medo do rumo que aquela conversa tomaria. – E foi isso que aconteceu, o tumor rebentou e causou aquel acidente. – Continuou o Zayn, agarrando a minha mão. Vi lágrimas também nos seus olhos.
- Não… - Murmurei, levando a mão à boca. Lágrimas já escorriam pelo meu rosto.
- Quando a ambulância lá chegou já não havia nada a fazer… - Concluiu, deixando cair uma lágrima.
- Não, não, o Tom não. – Murmurei, chorando cada vez mais. – O Tom não…

*Zayn*

Ela chorava cada vez mais, com o rosto escondido atrás das suas mãos. Aproximei-me mais e abracei-a fortemente. Mantive-me calado, deixando-a chorar à vontade.
Custava-me tanto vê-la assim. Sentia-me impotente por não poder fazer nada para lhe atenuar a dor.
Longos minutos depois, ela afasta-se, já mais calma.
- Os pais dele já sabem? – Perguntou.
- Penso que sim.
- E os outros, onde estão?
- Estamos aqui. – Suou uma voz feminina.
Olhei para trás. Era a Emma, que trazia os rapazes atrás.
- Em! – Exclamou a Cat, soluçando um pouco.
Eu afastei-me, dando-lhes espaço.
Saí do quarto e encostei-me á parede do corredor. Levei a mão á cabeça, afagando os meus cabelos pretos. Sentei-me no chão, com a cabeça entre os braços, que se encontravam em cima dos joelhos.
De repente a porta abre-se. Olho para cima, estavam todos a sair.
- Então, mano? O que fazes aqui? – Pergunta o Niall. – Pensei que estivesses connosco lá dentro.
- Está tudo bem? – Quis saber a Emma.
- Sim, só queria estar um pouco sozinho… - Respondi, levantando-me do chão. – Como é que ela está?
- Mais calma, mas está muito abalada com isto tudo. – Contou-me a Emma. – eu tenho de ir trabalhar, mas não queria deixá-la cá sozinha…
- Não te preocupes, Em, eu fico aqui com ela. Podes ir trabalhar descansada. – Garanti, sorrindo fracamente.
- A sério? – Perguntou, um pouco surpreendida.
- Claro. Eu ia ficar na mesma, de qualquer maneira. – Respondi.
- Então, sendo assim, nós também vamos. – Disse o Liam.
- Sim, assim aproveito para estar mais tempo com a El. – Concordou o Louis.
- E eu com a Danielle. – Disse o Liam.
- Eu vou levar a Emma ao trabalho. – Anunciou o Harry, pondo um braço à volta dos seus ombros. – Queres vir connosco, Niall? Depois podemos ir ao Nando’s.
- Claro, isso nem se pergunta. – Respondeu o Niall, com os olhos a brilhar.
Eu sorri.
- A Summer já sabe do que aconteceu? – Perguntei.
- Sim, eu liguei-lhe há pouco, vem amanhã. – Respondeu o Niall.
Eu assenti, afirmativamente.
- Bem, temos de ir, amor! – Disse a Emma, para o Harry.
- Claro, vamos! – Depois virou-se para mim, pondo a mão no meu ombro. – Vá, mano, até logo!
- Até logo, Zayn! Liga-me se acontecer alguma coisa. – Disse a Emma, dando-me dois beijinhos.
- Ok. Não se preocupem, nós ficamos bem. – Garanti, sorrindo fracamente.
- Hum…! Está bem! Até logo! Toma bem conta dela. – Disse a Emma.
- Mais logo sou capaz de vir aí, com a Danielle. – Avisou o Liam.
- E eu com a Eleanor.
- Claro, a Cat vai gostar de vê-las. – Respondi.
- Então vá, até logo, mano! – Falou o Liam.
- Até logo! – Disse eu.
Fiquei a vê-los caminhar pelo corredor e a virar a esquina, depois entrei de novo naquele quarto de hospital.

*Catelyn*

Quando eles se foram embora eu deitei a cabeça na almofada, deixando-a descair um pouco para o lado e fechei os olhos. Sentia-me cansada e…triste. Sentia o coração apertado e um nó na garganta…
Senti-me a adormecer, lentamente, embalada pela voz do Tom, a dizer-me que estava tudo bem e que tudo iria passar… Antes de entrar no sono profundo, senti uma lágrima cair…

*Zayn*

Assim que entro no quarto, vejo aquela bela figura, deitada na cama de hospital. Parecia mais frágil que da primeira vez que entrei aqui, mas, mesmo assim, ela conseguia ter à mesma aquela beleza que tanto me atraia nela…
“Não, Zayn, tu não te podes apaixonar por ela, não agora…”, pensei, abanando a cabeça.
Aproximei-me dela, sentei-me na cadeira e segurei-lhe delicadamente na mão.
- Não te preocupes princesa, eu vou cuidar de ti. – Falei, tirando o cabelo que lhe escondia o rosto. – Vou fazer de tudo para que ultrapasses isto e sejas feliz, porque era i que o Tom queria, não é? – As lágrimas começaram a formar-se nos meus olhos e, uma a uma, a cair pelo meu rosto a baixo.
Encostei a testa à sua mão e chorei, enquanto continuava a falar:
- Sinto tanto a falta dele…
De repente, sinto a mão dela a apertar a minha. Olhei para cima, ela também me olhava e também chorava.
- Eu também sinto muito a falta dele, Zayn! Porque é que ele nos fez isto? Porquê?
Eu levantei-me e abracei-a, o mais forte que consegui.
Depois de longos minutos lá nos conseguimos acalmar e a Catelyn acabou por adormecer. Sentei-me de novo na cadeira, segurando na sua mão.
De repente, a porta abre-se.
- Boa noite! Como é que ela está? – Perguntou o Doutor, entrando no quarto.
- Boa noite! – Cumprimentei, levantando-me da cadeira. – Bem, dentro dos possíveis. Acabou agora de adormecer.
- Muito bem. – Disse ele, olhando para uns papéis.
- Quando é que ela pode sair? – Perguntei.
- Bem, em princípio, tem alta amanhã, como não tem muitos ferimentos e os que tem são ligeiros, por isso, sim, amanhã a menina Catelyn tem alta. Só ficará cá esta noite apenas por precaução.
- Ok. E posso ficar com ela, esta noite?
- Claro, tem aí um sofá e uma manta, pode dormir aí sem problema nenhum.
- Obrigada.
- Ora essa. – Disse ele, sorrindo. – Até amanhã!
- Até amanhã, doutor! – Disse eu, sentando-me no sofá.
O médico saiu.
Comecei a descalçar os ténis, até que sinto o telemóvel a vibrar. Retiro-o do bolso, olhando para o ecrã. “Perrie”. Respirei fundo e atendi.
- Estou!
- “Olá, amor! Como estás? Já soube do que aconteceu ao Tom…”
- Eu estou bem, não te preocupes.
- “Tens a certeza? Não queres que eu vá ter aí a casa?”
- Não, eu não estou em casa, estou no hospital.
- “No hospital? O que é que estás a fazer no hospital?”
Aquela conversa já me estava a chatear…
- Depois do acidente trouxeram-na para o hospital e eu estou aqui com ela.
- “E tinhas de ficar tu com ela? Porque é que não ficou a amiga dela? Ou um dos rapazes?”
Revirei os olhos.
- Porque ela está a trabalhar e os rapazes também têm a vida deles.
- “E tu também não tens a tua Zayn? Não tens uma namorada para cuidar?”
- Por favor, Perrie! Não vamos ter esta conversa agora.
- “”Por favor” digo eu Zayn. Até parece que essa aí é mais importante que eu.”
- Olha, primeiro, não tratas a Catelyn por “essa aí” e segundo, sim, ela é importante para mim. Para além de ser a namorada do meu melhor amigo, também ela é a minha melhor amiga e que precisa de mim mais do que nunca. Exaltei-me. Ouvi-a a mexer-se na cama. – Agora, se me permites, vou ter de desligar. Adeus! – E desliguei. Pousei o telemóvel em cima do braço do sofá e afaguei os meus cabelos, tentando acalmar-me.
- Zayn! – Ouço uma voz fraca chamar por mim.
- Eu estou aqui, relaxa. – Falei, aproximando-me dela.
- Passou-se alguma coisa? Estavas tão exaltado a falar.
- Ah! Não era nada de mais, não te preocupes.
- Zayn, tu sabes que podes falar comigo. – Disse ela, chegando-se mais para cima.
Baixei a cabeça e sentei-me ao seu lado.
- Era a Perrie, a fazer uma cena de ciúmes… - Falei.
- Então? Porquê?
- Porque eu estou aqui contigo e não com ela. – Contei. – Começou a dizer que tu eras mais importante que ela e assim. Eu chateei-me e disse que sim, que tu eras mais importante e depois desliguei-lhe o telemóvel na cara.
- Zay… Eu não quero arranjar-te problemas…
- Cat! Não te preocupes com isso agora. Ela tem de aprender que não tem de ser o centro de todas as minhas atenções, não é?
Vi um pequeno sorriso a formar-se no seu rosto.
- Eu sou mesmo importante para ti? – Perguntei.
- Claro, és a minha melhor amiga. – Respondi.
- Obrigada. – Disse ela, baixando a cabeça. – Obrigada por estares aqui comigo. – Levantou a cabeça, com os olhos marejados de lágrimas.
- Não precisas de agradecer, princesa. – Proferi, deitando-me ao seu lado, de maneira a que ela deita-se a cabeça no meu peito. – Eu estou aqui para isso. – Dei-lhe um beijo nos cabelos. – Vá, agora dorme, que já é tarde.
- Tu também és muito importante para mim, Zayn. – Disse ela, enroscando-se mais a mim.
Subitamente, senti o meu coração a bater com mais força e um sorriso a formar-se no meu rosto.

Dei-lhe um beijo no cimo da cabeça e fechei os olhos.


O prometido é devido ^^
Para quem ainda não leu a Parte 1, pode ler e comentar aqui.
Digam-me, este capitulo foi bem emotivo, não foi? Gostaram desta reviravolta?
Fiquem atentas aos próximos capítulos, porque vai haver mais surpresas ^^ 

Surpresa!!! :D

em 21 de fevereiro de 2014

Ora bem, hoje tenho uma surpresa para vocês. Se quiserem saber o que é, carreguem em "Ler Mais" ^^


Help!!

em 30 de janeiro de 2014

Olá!! ^^ Podem pôr like, aqui?? Estou a participar num concurso de fanfics de uma página de fãs dos One Direction, no Facebook, e eu gostava que me ajudassem a ganhar isto, para eu poder publicar a minha história (a Will Calm Storm, e em português Da Tempestade à Bonança) nessa página. E, se poderem e se não se importarem, podem também divulgar isto nos vossos blogs??
Obrigada ^^

Capitulo 7

em 16 de julho de 2013

No dia seguinte, acordo com um leve beijo nos lábios.
- Hum! Bom dia! – Exclamei, pondo os meus braços à volta do seu pescoço e dando-lhe um beijo.
- Bom dia, princesa! Dormiste bem?
- Maravilhosamente bem.
Ele sorri.
- Já mandei fazer um pequeno-almoço redobrado para nós.
- Ainda bem, estou cheia de fome.
- E se fossemos tomar um banho, enquanto esperamos.
- Hum… Excelente ideia.
E lá fomos. Tomámos um banho e vestimo-nos de seguida, para irmos tomar o pequeno-almoço.
Fomos ter a um terraço, onde estava instalada uma mesma, com torradas, ovos mexidos, sumo de laranja e café.
Sentámo-nos a comer, enquanto conversávamos alegremente.
- O que vais fazer hoje? – Perguntei-lhe, a certa altura.
- Tenho de ir à faculdade… Mas à tarde estou livre, podíamos combinar qualquer coisa, que achas?
- Sim, podias fazer-me uma visita guiada por Londres.
- Oh! Claro. E, se eu estiver despachado à hora de almoço, podíamos almoçar juntos.
- Sim.
- Então, eu depois digo-te alguma coisa. Mas, de qualquer maneira, eu depois vou buscar-te à 2 da tarde, para a visita guiada.
- Combinado. – Concordei, sorrindo.

Depois do pequeno-almoço ele foi levar-me a casa.
Como as janelas ainda estavam todas fechadas, supus que a Emma ainda estivesse a dormir. Abri a porta, com cuidado, descalcei os sapatos e comecei a subir as escadas.
- Cat! És tu? – Ouvi alguém chamar, da sala.
Fui até lá, a Emma estava sentada no sofá, com uma manta por cima das pernas e com um ar ensonado.
- Então? Dormiste aqui? – Perguntei-lhe.
- Sim. Estava à tua espera, mas acabei por adormecer. Mas estou a ver que não valia a pena ter esperado. – Disse ela, endireitando-se no sofá.
Corei imediatamente.
Fui abrir as janelas e depois caminhei dali para fora.
- Ei! Onde vais?
- Vou lá a cima mudar de roupa. – Respondi, parando de andar.
- Tens muito tempo para isso. Vá, senta-te aqui e conta-me tudo – disse ela, fazendo um gesto com a mão, para eu me sentar ao seu lado.
Tive de lhe fazer a vontade. Sentei-me e comecei a falar. Ela só dava gritinhos de felicidade, mas, quando lhe contei que tínhamos dormido juntos, ela ainda ficou pior.
- Não acredito, tu e ele… My God! Foi a tua primeira vez, não foi? – Dizia ela.
Eu só me ria.
- Não…
- Não? – Perguntou-me, confusa.
- Não, a primeira vez foi com um rapaz que era vocalista daquela banda de garagem que foi tocar ao bar que costumávamos ir.
- Ah! Pois foi. Ainda namoraram uns meses, não foi?
- Sim. Mas o Tom não se compara a ele. O Tom é muito melhor.
- Ui! Foi assim tão bom?
- Foi para além do bom, Emma. Foi maravilhoso. Ele foi muito carinhoso comigo.
- Ainda bem, amiga. Estou muito feliz por ti. – Disse ela, sorrindo e pegando na minha mão.
Eu sorri também.
- Então e como é que foi a tua noite? – Perguntei, curiosa.
- Foi boa. Jantámos todos cá em casa. Depois fui dar um passeio com o Harry…
- Espera lá. – Interrompi-a. – O Harry convidou-te para sair?
- Ahm! Sim. Ele foi um querido, contou-me muitas coisas sobre ele, e eu sobre mim, claro, mostrou-me um pouco de Londres e fez questão de me vir trazer a casa. – Contou-me.
- Hum… Estou a ver um brilhozinho nesses olhos…
- Oh! Não é nada disso. Mal o conheço, Cat.
- Então, mas ontem ficaste a conhece-lo melhor, não foi?
- Bem, sim…
- Então…
- Ainda é muito cedo. Quando o conhecer melhor, depois logo se pensa nisso.
- Isso mesmo, dá tempo ao tempo. – Concordei. – Bem, vou tomar um duche, vestir outra roupa… - Informei, levantando-me.
- Eu vou tomar o pequeno-almoço, estou cheia de fome. – Disse ela, também se levantando. – Queres alguma coisa?
- Não, eu comi com o Tom. – Respondi, sorrindo.

Assim que entro no quarto soa o toque de mensagem. Tiro o telemóvel da mala. Uma mensagem do Tom:
“Já estou a morrer de saudades tuas +.+”
Assim que leio a mensagem, um sorriso forma-se na minha cara.
“E eu tuas, meu amor +.+”
Mandei a mensagem e atirei o telemóvel à cama.
Dirigi-me à varanda. Respirei fundo, sentindo o ar fresco a passar-me pelas narinas.
- Bom dia!
Olhei para o lado. O Zayn estava sentado numa espécie de poltrona, com uma caneca na mão.
- Bom dia, Zayn! – Cumprimentei-o, sorrindo.
Ele sorriu também.
- Então? Como foi a noite? – Perguntou-me.
- Foi espectacular. – Respondi.
- Fico contente por estares feliz.
Eu sorri.
O telemóvel dele toca.
- Oh! É o Liam! – Disse ele, atendendo o telemóvel. – Sim! Claro. Eu pergunto-lhes, não te preocupes. Ok. Ok. Até logo! – E desligou. – É para almoçarmos todos no Nando’s, para compensar-vos do almoço de ontem.
- Oh! Não era preciso, mas ok.
- Então, podes avisar o Tom? – Perguntou-me, sorrindo.
- Claro, vou já avisá-lo. É a que horas?
- À uma da tarde.
- Ok. Então até logo!
- Até logo, Cat!
Fui para dentro. Peguei no telemóvel, sentando-me na cama. Tinha outra mensagem do Tom:
“Amo-te <3”
Sorri de novo.
“Também te amo *.* Olha, queres almoçar com o pessoal, hoje, no Nando’s?”
Passados uns minutos ele responde:
“Claro. A que horas?”
“Uma da tarde.”
“Ok. Querem que vá aí buscar-vos?”
“Não, nós vamos com o Zayn, não te preocupes ^^”
“Ok. Então vemo-nos no Nando’s ^^”
“Sim ^^”
Pousei o telemóvel na banca de cabeceira e fui para a casa de banho. Passados uns minutos ouço a Emma a chamar-me:
- Cat! Onde estás?
- Aqui. – Respondi, saindo da casa de banho.
Ela estava sentada na minha cama, com o seu portátil nas pernas, e não estava com boa cara.
- O que se passa? Que cara é essa? – Perguntei, sentando-me também.
- Vê. – Disse ele, virando o computador para mim.
- Emma, o que é isto?
- Lê, por favor.
Olhei para ela e depois para o ecrã, começando a ler:
- “Harry Styles foi visto, esta noite, a entrar na casa de Caroline Flack. Será que estão juntos outra vez? – Fiquei completamente de boca aberta. – Emma…
- Não, não digas nada, eu… Bem, isto não me afeta, afinal, ainda é muito cedo para saber se estou apaixonada, não é? E ontem foi só uma saída de amigos, nada mais, por isso…
- Tens a certeza?
- Sim, ele é só um amigo e eu vou estar aqui para o que ele precisar.
- E se ele quiser explicar-se?
- Se ele quiser explicar-se, eu vou ouvi-lo e dizer-lhe que não tem mal nenhum em ele estar com outra pessoa, depois de sair comigo, como aconteceu esta noite.
Eu queria mesmo acreditar no que ela dizia, mas não conseguia. Ela estava sentida com aquilo tudo, estava magoada, pouco, mas estava, ela é que não queria admiti-lo.
Ainda fiquei uns segundos a olhar para ela, na esperança que ela me dissesse o que estava realmente a sentir, mas acabei por desistir.
- Vá, agora vai-te vestir. Os rapazes convidaram-nos para almoçar no Nando’s.
Ela sorriu, melancolicamente, e foi para o seu quarto.
Respirei fundo e fui para o closet, vestir-me.
O meu telemóvel toca.
- Harry! – Sussurrei.
- “Estou?” – Atendi.
- “ Ah! Catelyn! Bom dia!”
- “ Bom dia, Harry! O que se passa?” – Perguntei, fazendo-me de desentendida.
- “Bem, queria saber se já viste uma notícia e...”
- “Sim, já sei.”
- “E a Emma?” – Perguntou-me, algo ansioso.
- “Também… Na mesma noite que saíste com ela, Harry. O que é que fizeste?”
- “ Eu…eu não fiz nada, juro. Eu só fui lá porque ela me mandou uma mensagem a dizer que queria falar comigo. Eu já nem estou com ela, Cat.”
- “Tu gostas da Emma, Harry?”
- “Eu sei que nos conhecemos à pouco tempo, mas sim, eu gosto muito dela.”
- “Ao almoço vais ter de lhe dizer isso, cara a cara.”
- “Sim, eu sei… Obrigada, Cat.”
- “De nada, Harry. Vá, até logo!”
- “Até logo!”
E desliguei.
Respirei fundo. “Ele também gosta dela…”, pensei.
- Cat! – Alguém me apelava, lá de fora.
Dirigi-me até à varanda, era o Zayn quem me chamava.
- Já sabes? – Perguntou-me.
- Se estás a falar do Harry, então é sim.
- Pois, eu também… Ele contou-te alguma coisa?
- Sim, não fez nada, foi só uma conversa.
- E tu acreditas nisso?
- Sim. Eu sei que não o conheço muito bem, ainda, mas acho que ele era incapaz de magoar a Emma.
- Ele sempre foi muito mulherengo…
- Eu sei, mas ele vai mudar, acredita em mim.
- Porque é que dizes isso?
- Porque ele está a apaixonar-se pela Emma, a sério.
Ele olhou para mim, espantado.
- E como é que sabes isso?
- Apenas sei, Zayn. Agora vai vestir-te, já é quase uma da tarde. – E ele lá foi. Deu para ver que ele estava surpreendido com a certeza com que eu falara.
Não sei porquê, mas acredito que o Harry é capaz de mudar pela Emma, só para conseguir o seu coração.

O Tom, o Nial e o Harry já lá estavam.
Assim que saio do carro, vejo o Harry, em pânico, a olhar para mim. Eu sorri, discretamente, na tentativa de acalmá-lo. Olho para a Emma, que olhava para o Harry, também parecia estar em pânico, com um pouco de tristeza à mistura.
Dirijo-me ao Nial, dando-lhe um beijo na face, depois, ao Harry, dei-lhe um abraço, sussurrando:
- Força, vai falar com ela.
- E digo o quê? – Disse-me, baixinho.
- O que me disseste, claro. Vai, sem medos.
Afasto-me dele, sorrindo, e dirijo-me ao Tom, pendurando-me no seu pescoço e depositando um beijo nos seus lábios.
- Olá, princesa. – Disse ele, sorrindo.
- Olá, príncipe. – Disse eu, sorrindo também.
Olho para o lado e vejo o Harry e a Emma a afastarem-se um pouco de nós. “Espero que aquela conversa corra bem”, pensei, suspirando.
- Passa-se alguma coisa, princesa?
- Eu depois conto-te, não te preocupes. – Respondi, dando-lhe um beijo.
- Olá a todos!
- Desculpem o atraso.
Olho para trás e vejo o Liam e o Louis, e vinham muito bem acompanhados. O Liam trazia uma rapariga morena, com cabelo encaracolado, muito bonita e o Louis uma rapariga, igualmente morena, com o cabelo ondulado, também muito bonita.
- Catelyn, esta é a Danielle, a minha namorada. – Apresentou-nos o Liam.
- Sou a Catelyn, mas podes tratar-me por Cat. – Apresentei-me, sorrindo.
- Prazer em conhecer-te, Cat. – Murmurou a Danielle, dando-me dois beijinhos.
- E esta é a Eleanor, a namorada do Louis.
- Muito prazer. – Disse ela, dando-me também dois beijinhos. – Já sei que namoras aqui com o nosso Tom.
- Sim, ainda é muito recente, mas estamos muito felizes. – Murmurei, olhando para ele.
- Vocês fazem um casal muito bonito. Espero que sejam muito felizes. – Disse a Danielle.
- Obrigada. – Agradeci, sorrindo.
- Bem, já estamos todos. Vamos almoçar? – Disse o Harry, que trazia a Emma pela mão.
Sorri ao ver aquela imagem. A Emma estava um pouco corada, mas parecia estar feliz, tal com o Harry, que parecia estar mais leve e mais calmo.
Entramos no restaurante e um empregado encaminhou-nos para uma mesa.
- Cat, vens comigo à casa de banho? – Perguntou-me a Emma.
- Claro. Rapazes, vão escolhendo, nós já voltamos. – Informei, caminhando com a Emma em direção à casa de banho.
- Então? O que aconteceu? – Perguntei, fechando a porta atrás de mim.
- Bem, ele quis explicar-se…
- Sim… E…
- E… Ele disse que gostava de mim e…eu paralisei e ele beijou-me…
- O quê? – Perguntei, um pouco confusa. – Tu paralisaste como?
- Fiquei sem palavras, pronto. Ele apanhou-me de surpresa…
- E, como tu não dizias nada, ele beijou-te. – Constatei.
- Exatamente. – Confirmou, corando.
- E depois?
- Depois eu disse-lhe que também gostava dele. – “Eu sabia”, pensei, sorrindo. – Só que não queria nada sério, por enquanto, e que queria conhecê-lo melhor.
- Então e agora, como é que estão?
- Bem, acho que se pode dizer que somos tipo amigos coloridos, vamo-nos conhecendo melhor e vamos dando uns beijinhos.
- Acho que isso é bom, para começar. – Disse eu, sorrindo.
- Sim, também acho.
- Bem, vamos? O pessoal já deve estar impaciente.
- Sim, vamos lá.

Durante o almoço, eu, a Emma, o Zayn e o Tom contámos algumas das nossas peripécias de infância. Uma das histórias que contámos foi a luta de lama que fizemos uma vez, no pátio da escola, com quase a turma toda e a luta de comida, no refeitório, que começou com o Zayn a mandar um tabuleiro com comida à cara do Tom, que lhe retribuiu, claro.
Foi um almoço bastante divertido.

No final do almoço:
- Não querem fazer qualquer coisa, todos juntos? – Propôs o Niall.
- Sim, não era má ideia. – Concordou o Harry.
- E querem fazer o quê? – Perguntou o Liam.
- Podíamos ir mostrar a cidade à Cat e à Emma. – Propôs o Zayn. – Que dizem? – Perguntou, dirigindo-se agora a nós.
- Sim, é uma boa ideia. – Concordou a Emma. – Vai ser bom ter uma visita guiada. Não achas, Cat?
Olho para o Tom, sem dizer nada.
- Eu acho uma excelente ideia. – Disse ele, sorrindo.
Eu sorri de volta.
- Sim, eu também. – Disse eu, olhando ainda para ele e depois para os outros.
- Então pronto. Começamos por onde? – Quis saber o Harry.
- Bem, eu sempre quis andar na London Eye. – Confessou a Emma.
- E eu sempre quis ver a Tower Bridge, dizem que se pode pedir um desejo quando a ponte baixa. – Disse eu.
- Ok. E querem ver só isso? – Perguntou o Zayn.
- Não, o resto deixamos ao vosso critério. – Atalhei.
- Pois. – Concordou a Emma.
- Muito bem, então, 1º vamos ao Palácio de Backingam, depois à Abadia de Westminter e ao Big Bem, e, lá para a tardinha vemos a Tower Bridge e a London Eye. – Propôs o Liam.
- Todos concordam? – Quis saber o Louis.
Todos concordamos.
De repente, aparece um autocarro grande e vermelho. Acho que era destinado a turistas.
- Olhem, e se fossemos todos naquele autocarro? – Propôs a Eleanor, apontando.
Olhámos todos para lá.
- Olha, boa ideia, assim escusamos de andar a pé e é muito mais interessante. – Concordou o Zayn.
- A minha carrot só tem boas ideias. – Disse o Louis, dando o beijo na bochecha da Eleanor, pelo que ela sorriu.
- Ok, deixem-se de lamechices e venham, senão perdemos o autocarro. – Avisou o Niall, começando a andar.
Fomos atrás dele. Compramos os bilhetes e entrámos para o autocarro, indo para a parte de cima. Ficámos todos com os nossos pares, menos o Nial e o Zayn, que iam um com o outro. O Zayn, pelo que sei, costuma sair com algumas raparigas, mas o Niall, acho que nunca o vi com nenhuma rapariga. “Acho que a Summer e ele iam ficam perfeitos, juntos”, pensei. “É isso! É só apresentá-los e já está. Eu sou um génio”, pensei, sorrindo.
- Em que estás a pensar, princesa? – Perguntou-me o Tom, afastando-me dos meus pensamentos.
- Estava a pensar em apresentar o Niall à Summer. O que achas? – Falei, olhando para ele. – Não achas que eles ficariam perfeitos, juntos?
- Assim como nós ficamos? – Perguntou-me, sorrindo.
- Sim. – Respondi, também sorrindo.
- Sim, acho que sim, tendo em conta o apetite voraz que eles partilham e o feitio parecido… Mas tens de admitir que não ficariam tão bem como nós ficamos.
- Pára de ser convencido. – Gracejei, soltando uma gargalhada.
- Eu não sou convencido, só estou a dizer a verdade.
Eu continuei a rir-me.
- Ainda não percebi porque é que te estás a rir. – Disse ele, com cara de quem não está mesmo a perceber nada.
- Também não é para perceberes. – Atalhei, dando-lhe um beijo no canto da boca.
Ele sorriu. Eu encosto a cabeça ao seu ombro, entrelaçando a minha mão à sua. Ele deposita um beijo nos meus cabelos.
Ainda tivemos de esperar um pouco, mas, poucos minutos depois, já estávamos na estrada.
Tínhamos uma mulher a explicar-nos tudo por cada sítio que passávamos, e passámos por todos os sítios que tínhamos combinado.
A visita terminou ao final da tarde, ao pé da Tower Bridge, para minha felicidade.
Saímos do autocarro e eu corri para um corrimão, que dava para o rio.
- Pede um desejo. – Alguém sussurra no meu ouvido. A voz do Tom.
Olho para lá. A ponte estava a baixar. Sorri, fechando os olhos. Sinto uns braços à volta da minha cintura e um beijo no pescoço. Pedi o desejo: “Que estes momentos nunca acabem” Abri os olhos, virando-me para o Tom, que sorria. Depositou um beijo nos meus lábios e olhou-me profundamente nos olhos. Pendurei-me no seu pescoço e beijei-o apaixonadamente.
- Amo-te! – Disse eu, depois.
- Também te amo, princesa! – Disse ele, sorrindo. – Anda, vamos ter com os outros. – Deu-me a mão e lá fomos.
A seguir, encaminhámo-nos para a London Eye. A Emma estava radiante. O Harry foi andar com ela, enquanto nós fomos sentar-nos nuns bancos que havia ali perto. Eu fiquei sentada ao colo do Tom, porque senão não havia espaço para todos.
Estávamos todos na conversa, quando o Tom me sussurra algo ao ouvido:
- O que vais fazer a seguir?
- Não sei, porque? – Respondi.
- Hum… Por nada. Podíamos fazer qualquer coisa juntos.
- Hum… E íamos fazer o quê?
- Não sei, talvez ver um filme, enroscados um no outro. Que dizes?
- Parece-me bem. Também podíamos encomendar uma pizza. – Propus.
- Sim, boa ideia. – Concorda ele. – E fazemos onde? Na tua casa?
- Sim, pode ser.
- Então, queres ir já? – Perguntou-me, depois de olhar para o relógio.
- Hum… Sim. Deixa-me só mandar uma mensagem á Emma.
Peguei no telemóvel, começando a escrever a mensagem:
“Emma, eu e o Tom vamos lá para casa. Ficas bem?”
Passados uns segundos, ela responde:
“Ok. Não te preocupes comigo, eu fico bem. A seguir vou jantar com o Harry e depois vamos dar uma volta, por isso vocês podem ficar à vontade ^^”
“Uh! Amanhã quero saber tudo! :D”
“Fica descansada :D Vá, até amanhã! Diverte-te.”
“Até amanhã, Em! Tu também ^^”
- Pronto, temos a casa por nossa conta. – Contei, sorrindo.
- Então porquê?
- A Emma vai sair com o Harry e não sabe a que horas chega.
- Ainda tens de me contar o que se passa entre esses dois.
- Sim, eu conto-te pelo caminho.
- Combinado. – Concordou, sorrindo. – Vamos embora?
- Vamos. – Levantei-me do colo dele, puxando-o, para que ele se levantasse, de seguida.
Assim que se levanta, dá-me um leve beijo nos lábios, fazendo-me sorrir.
Despedimo-nos dos outros e começámos a andar até ao Nando’s, pois o Tom tinha deixado o carro aí perto. Ainda andámos um bocado, mas valeu a pena. Íamos sempre a falar e a rir, a fazer parvoíces, enfim, foi como nos velhos tempos. Apesar de ele agora ser meu namorado, sinto que tenho o meu melhor amigo de volta, embora seja muito mais intimo que antes.
Já dentro do carro contei-lhe tudo sobre a Emma e o Harry.
- Uau! Será que é desta que o Harry muda? Bem, pelo que tu contaste, ele deve gostar mesmo dela, e ele ficou mesmo aflito com aquela notícia, não é?
- Sim, mas porque é que ficaste tão surpreendido?
- Porque ele sempre foi muito mulherengo, e costuma levá-la para a cama logo no primeiro encontro e não se preocupa em explicar-se a uma rapariga porque saiu com outra, e isso não aconteceu com a Emma, pois não? – Justificou-se o Tom.
- Pois, tem lógica. – Observei, pensativa.
- E o Harry sempre disse que, quando se apaixonasse, seria para sempre.
- E achas que ele se está a apaixonar pela Emma?
- Sim, penso que sim.
- Pois, quando falei com ele pelo telemóvel, ele pareceu-me sincero, mas, ao mesmo tempo, tenho medo que a Emma saia magoada disto tudo.
- Ele pode ser mulherengo, mas mentiroso não é. Acho que não há razão para nos preocuparmos.
- Sim… - Concordei, ainda um pouco reticente.
- Chegámos. – Informou ele.

Saímos do carro e entramos em casa. Primeiro fui mostrar-lhe a casa. A divisão final foi o meu quarto. Começamos aos beijos e pronto, uma coisa levou à outra. Acabamos por ficar lá o resto do dia.



Olá! :D
Aqui está o capitulo 7. Espero que gostem e não se esquecem de dar a vossa opinião.
Preparem-se, porque a história vai começar a aquecer, a partir do próximo capitulo. Vou tentar publicá-lo ainda esta semana, mas não prometo nada.
Beijinhos ^^

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