sábado, 28 de março de 2015

The Power of Love - Capitulo 1



Desculpem o desaparecimento... Não tenho tido muito tempo (ou vontade :/) Desculpem...
Mas enfim, não foi por isso que vos vim escrever, como já devem ter reparado. Depois de longos dias, semanas e afins, ganhei coragem e acabei de passar o primeiro capitulo a computador.
Espero que gostem tanto dele como eu ^^
Deliciem-se:




- Kate! Acorda querida! – Ouço, lá ao fundo.
Parecia a voz do papá.
Abro os olhos, lentamente, habituando-me à luz matinal, e olho à minha volta. Não estava lá ninguém… Levei a mão à cabeça e respirei fundo, fechando os olhos.
Apalpei o tampo da mezinha-de-cabeceira, em busca do meu IPhone. Olhei para o ecrã, assim que o encontrei. Marcava as sete da manhã. Voltei a pousar o telemóvel na mezinha-de-cabeceira, do lado esquerdo da cama. Afastei os cobertores e levantei-me. A caminho da casa de banho olhei para o calendário e, com um marcador vermelho, desenhei um X no dia anterior. Coloquei o marcador no seu sítio e olhei atentamente para o dia de hoje. Era dia 11 de Fevereiro, o dia em que fazia 2 anos da morte do meu pai. Senti uma lágrima cair. Respirei fundo, limpando-a, e continuei o caminho até à casa de banho. Tomei um duche e vesti-me. Olhei-me ao espelho. Vestido preto, botas pretas, brincos pretos, relógio preto… Hoje estava de luto.
Peguei na mala e no casaco, saindo do quarto. Atravessei o extenso corredor e desci a escadaria, dirigindo-me à sala de jantar, onde já se encontrava a minha querida mãe, sentada no topo da mesa.
- Bom dia, mãe! – Murmurei, sentando-me na cadeira, do seu lado esquerdo.
- Bom dia, querida! – Disse ela, depois de bebericar um pouco do seu sumo de laranja natural. – Porque é que estás toda vestida de preto? Vais a algum funeral? – Perguntou-me, semicerrando os olhos, levando, depois, um pedaço de torrada de pão integral à boca.
Olhei para ela, incrédula.
- Faz hoje 2 anos que o pai morreu, mãe! Já te esqueceste?
Ela olhou para mim, surpreendida.
- Não acredito! Como é que pudeste esquecer? Ele era o amor da tua vida.
Ela baixou o olhar.
- Já escolheste o vestido para logo à noite? – Perguntou, tentando mudar de assunto.
Arregalei os olhos.
- Como é que consegues pensar em festas num dia como este?! Começo a achar que tu só casaste com o meu pai por dinheiro e por capricho.
- Olha, vê como falas comigo, minha menina, eu ainda sou a tua mãe. – Proferiu, autoritariamente.
- Sinceramente, preferia que não o fosses. Uma mãe não deixa a filha sozinha após a morte do pai. – Dito isto, levantei-me da cadeira, agarrando nas minhas coisas e sai da divisão, dirigindo-me à porta de saída da mansão.
Atrás de mim, Helen Owen silvava:
- Tu não falas assim comigo. Katherin! Volta aqui imediatamente! Onde é que pensas que vais?! Katherin!
Continuei a caminhar apressadamente, ignorando-a.
No exterior da mansão, mesmo em frente à porta, já se encontrava a minha scooter branca. Dirigi-me a ela, apressadamente, abri o tampo, que servia de assento, retirando o capacete e pondo a mala no seu lugar. Olhei para trás, enquanto vestia o casaco. A minha mãe já se aproximava, gritando o meu nome. Coloquei o capacete na cabeça e montei-me na scooter. Quando estava quase a arrancar, a minha mãe alcança-me.
- Katherin! Espera! Vamos conversar.
- Não, mãe. Não há nada para conversar, pelo menos não agora. – Retorqui, seguindo caminho.

Antes de ir para a escola, fui comprar um pequeno ramo de flores e dirigi-me ao cemitério.
Estacionei a scooter e caminhei até à campa do meu pai.
Quando chego perto dela, ajoelho-me à sua frente e coloco as flores no suporte das mesmas.
- Olá, papá! – Falei, acariciando a sua fotografia. – Hoje fazem dois anos que nos deixaste…e eu ainda não consigo entender porquê… Porque é que te foste embora tão de repente?! Eu ainda precisava tanto de ti… - Senti um lágrima cair. – E ainda preciso… - Baixei a cabeça. – Agora, o que me mantém mais próxima de ti é o teu atelier. Estar rodeada das tuas telas ajudou-me a lidar melhor com a situação, sabes! Ajudou-me a fazer o luto… E, claro, também me deu inspiração para fazer as minhas próprias telas. – Abri um sorriso. – Acho que agora entendo o que dizias sentir, quando pintavas; a maneira como te desligavas do mundo e criavas histórias. Eu também sinto tudo isso, papá. Tu fizeste com que a arte se tornasse a minha paixão, e eu agradeço-te por isso. – Sinto o telemóvel vibrar, no bolso do casaco. Retiro o telemóvel do bolso, enquanto limpo as lágrimas, e olho para o ecrã. Mensagem da Mary: “ Bom dia, sunshine :D Já foste para a escola?” Olhei para o meu relógio de pulso. Já eram quase 8h40.
“Não, ainda não. Mas vou agora. Queres que te vá buscar?” Respondi, rapidamente.
- Desculpa, papá, mas tenho de ir para a escola. – Murmurei, pondo-me de pé. – Volto assim que poder, prometo. Adoro-te…!

No próximo capitulo:
- Então? O que se passa? Estás muito calada hoje. - Perguntou-me Mary, quando saímos da primeira aula. - Discutiste outra vez com a tua mãe, foi?
Dirigi-mo-nos aos cacifos. Respirei fundo, abrindo o meu.
- Porque é que tu me conheces tão bem?! - Murmurei. Ela sorriu, em resposta. - Hoje fazem dois anos que o meu pai morreu e ela nem se lembrou, e ainda teve a lata de me falar sobre a festa desta noite. Mais uma a que ela me quer arrastar. - Contei, enquanto colocava os livros da primeira aula no cacifo.
Ela colocou uma mão no meu ombro, apertando-o ligeiramente e, quando ela ia dizer algo, alguém clamou:
- Kate!
(...)

Quem será que chamou pela Kate? Aceito palpites e reacções ao primeiro capitulo ^^  


P.s.: Daqui para a frente, a história será actualizada de duas em duas semanas, ao fim-de-semana. ^^ 


Sem comentários:

Enviar um comentário